Tag Archives: Paris

Cenas de Paris

Anúncios
Com as etiquetas

Et voilá, Paris

Também nós já andámos, há uns bons anos atrás, com livros de baixo do braço, Paris acima Paris abaixo, a fazer amigos, trocar juras de amor eterno e a conhecer les points et les coins da cidade da luz.

Hoje guardamos no e-mail um documento chamado Paris que reencaminhamos aos amigos que para lá vão passear. Damos um lamiré aqui, mudamos umas atrações acolá, mas a base é sempre a mesma. Fiquem também com ela e reencaminhem a quem quiserem.

De Eiffel a Lafayette.

Uma das primeiras coisas a ver em Paris é a mítica Torre Eiffel.

Mas dá para matar dois ou três coelhos de uma só assentada. Então, apanhar metro, sair em Lena (linha 9) seguir direcção Avenue du Président Wilson. Nesta avenida há dois museus que valem a pena visitar: Palais de Tokyo e o Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, se só puderem ver um, vejam  a cena Tokyo. Depois sigam numa bela e alegre caminhada até à Place de Trocadero, lá terão uma das melhores vistas sobre a Torre Eiffel. Sigam-lhe o rasto. Mesmo por baixo da Torre a sensação é assombrosa, não sabemos se somos nós que nos sentimos muito pequeninas ou se é a dimensão da Torre que nos carrega para outra dimensão. Subam. É verdade que pode haver filas, mas vale mesmo a pena. Depois dêem uma passeadela pelos Champs de Mars – o jardim da frente, ou de trás, depende da perspectiva.

(Atenção. Este é um guia para malta de perna rija até porque Paris deve-se descobrir a pé. Debaixo de terra não tem piada nenhuma.)

Regressem ao rio, não é difícil voltar à margem. De frente para o Sena virem à direita e sigam até à Pont Alexandre III. Se olharem para trás têm o Hotel des Invalides, que é bem bonito de se ver, mas é só isso. Se seguirem em frente na ponte irão até aos Champs Elysées (entretanto vão passar pelo bonito Petit Palais e avistar a grande cúpula do Grand Palais). Triunfo! Chegaram aos Campos Elísios. Depois de darem a voltinha é começar a descer até à Place de Concorde (a que tem o obelisco). Aí vão começar a ver a entrada para os Jardins des Tuilleries. Ao fundo são os jardins do Louvre. Entrem e “profitem”. Louvre – boa sorte!

(Musée d’Orsay – quando não apetece Louvre, pode apetecer atravessar a ponte e passear pelo Musée d’Orsay. Menos chato. Muito mais pequeno. Muito “impressionante” e “expressionante”)

E como o Louvre é cansativo que chegue, aconselhamos que fechem o tasco a museus e monumentos. Sugestão: subam a Avenue de L’Ópera e pasmem-se. A Ópera dá baile à séria. Não paguem para visitar o interior. Caro e com filas que nunca mais acabam. Podem é sempre tentar comprar um bilhete e ir mesmo ver uma ópera, vale a pena. Nos entretantos, entre o Louvre e a Avenue de L’Ópera está uma das ruas mais trendies de Paris – a Rue de Saint-Honoré. Por lá há lojas como a Collete (número 213) e a American Appareal,  e se for hora de almoço podem sempre ir à Rue de Saint Anne (muito perto da Avenue de L’Ópera) comer Japonês. É a rua deles. Dizem que são bons e baratos. Estando na Ópera, subam a Rue Halévy e vejam as Galerias Lafayette.

 “O sagrado e o profano”

Outra das atracções turísticas a não perder é o Sacré-Coeur e a sua vizinhança nada católica. Apanhem o metro até Anvers (Linha 2). Saiam e desçam a Boulevard Rochechouart até La Cigale (sala de espectáculos), aí vão encontrar a Rue des Martyrs. Na esquina há um café muito giro, o La Fourmi, não é caro e dá para beber uma demi (meia-cerveja) ou comer um fromage. Subam a rua e sigam as indicações que vos levam até ao Sacré-Coeur. Na escadaria, não dêem conversa aos senhores das pulseirinhas e anéis, quem vos avisa…

Lá em cima, Paris. Subam mas não desçam pelas escadas. Ainda há muita coisa boa a ver. Vão à Place des Artistes, percam-se pelas ruas de cafés charmants, mas não fiquem muito tempo. É demasiado turístico. Façam por chegar à Rue de Lépic. Até lá vão encontrar uma data de cafés pitorescos, restaurantes encantadores e pequenas lojas vintage, de design e sobretudo de bom gosto parisiense. Na rue de Lépic está o famoso Deux Molins, o café do Fabuloso Destino d’Amélie Poulain. Não se iludam, não é nada de especial, mas é sempre giro de se ver. Para além disso, descer a Rue Lépic leva-vos directamente ao Moulin Rouge, logo ali na esquina. Estão no coração de Pigalle. Divirtam-se.

Notre quartier

O Marais é o nosso quartier favorito. Entrem na linha de metro 8 e saiam em Saint-Sebastien Froissart (Saída – Boulevard Beaumarchais). Procurem o número 111 e entrem na loja Merci. É imperdível. Definitivamente imperdível. Depois, virem à esquerda na Rue Froissart e sigam até à Rue Bretagne. Aqui está o Marché des Enfants Rouges – um dos mais antigos mercados parisienses – almocem por lá (japonês, italiano, árabe, é ao gosto do freguês). Percam-se também pelo Marais, pelas ruas, pelos cafés, pelos museus, pelas galerias, pelas lojas (há para aí quatro lojas vintage que valem mesmo a pena).

Estando no Marais, sigam até ao Centre Georges Pompidou (esse então, nem pensar perder, vejam tudo, tudo, tudo). Daqui podem ir até Chatelet Les Halles. Também há uma série de ruelas simpáticas. Dêem atenção à Rue Tiquetoque e à Rue de Montorgueil.

Para turista ver (todos somos um bocadinho turistas).

Sair no Metro Place du Monge (linha 7) e ir à Grand Mosquée beber um thé (e comer uns bolinhos árabes). Seguir até ao Pantheon (a caminho provavelmente vão passar na Rue Mouffetard, durante o dia não é nada de especial, mas durante a noite é uma animação). Quando chegarem ao Pantheon, tirem a bela da foto, e desçam até aos Jardins du Luxembourg (se estiver sol, sentem-se numa cadeirinha à volta do lago e relaxem, se não, azar). Saiam dos jardins pela mesma porta que entraram ( se não é uma baralhação e estragam-nos o esquema todo), sigam a Boulevard de Saint Michel e explorem Saint Germain (vão beber un café au Café de Flore – café do Henry Miller, Jean Paul Sartre, Serge Gainsbourg…) e o Quartier-Latin (muito muiiiito turístico) mas há uma livraria deliciosa, a Shakespeare and Company, onde se compram livros em inglês, tocam-se pianadas e deixam-se bilhetinhos de amor na parede.

Entretanto foram-se aproximando de Notre Dame. Passem a Petit Pont até Notre-Dame e depois passem uma outra ponte para o outro lado, até Chatelet. Dêem uma olhadela ao Hotel de Ville, a Câmara Municipal de Paris e, se ainda não foram ao Pompidou, podem também aproveitar. Estão perto. É só seguir em frente.

Do mercado ao canal.

Aos Sábados de manhã aproveita-se para ir ao mercado de Belleville – uma espécie de Chinatown partilhada com a zona árabe lá do sítio. O mercado de Belleville é o verdadeiro mercado das hortaliças. É fresco e sabe bem passear por ali. De lá podem também chegar rápido ao Canal (perguntem pelo Quay, Excusez-moi, comment je peut arriver au Quay?). E na margem do canal estão uma série de lojas e cafés simpáticos, podem aproveitar para fazer um pic-nic até porque há um ror de gente a picnicar. No final do Canal têm o Point Ephémere (bar, café, discoteca). Para sair daí, metam-se num metro. E ala que se faz tarde!

“Ils n’ont pas de pain?Qu’ils mangent de la brioche.”

Versailles. Bem vindos ao maravilhoso mundo do RER (C), é só um comboio urbano. Sigam a direcção Versailles-rive-gauche. Se puderem, apanhem-no na estação de metro Champs de Mars/Tour Eiffel (a viagem demora um bocadinho, não se assustem). Guardem, pelo menos, uma tarde inteira para explorar os jardins do palácio o Grand Trianon, o Petit Trianon e a maravilhosa Maison de la Reine. Vale mesmo a pena. Se estiver a chover, deixem para uma próxima.

Jantar e sair à noite, à confiança.

Rue de la Montagne Geneviéve – metro Maubert Mutualité (Linha 10) ou Cardinal Lemoine (é mesmo por trás do Pantheon);

Rue Oberkampf/Saint Maur/Parmentier – Metro (linha 3) Parmentier (Nós jantámos na La Belleviloise, um sítio mesmo bizarre. (Para lá chegar, podem seguir a rua Oberkampf, até ao fim, e ir parar à rue Menilmontant. Daqui desçam na Rue Boyer. Também podem apanhar o metro 3 e sair em Gambetta. Lá perguntem pela rua ou pela Marroquinerie que é mesmo lá ao lado, um óptimo sítio para jantar ou beber uns copos);

Gambetta – Metro (linha 3) Gambetta – da última vez, fomos parar ao Mama Shelter, um Hotel/ Restaurante do Philippe Starck, é perto do metro Gambetta. É carote, mas não um exagero. Ali perto, se apetecer dançar, perguntem pelo Fleche D’Or, uma das discotecas mais giras de Paris;

Marais – Metro Saint Paul (linha 1) ou Metro Chemin Vert (linha 8) (passem no Às do Falafel para o melhor falafel de sempre);

Rue Moufetard – Metro Place du Monge (linha 7). Restaurantes, fast-food árabe (o quebab), fast food francesa (os crepes) e gastronomia típica (raclette, fondue e ratatuille a dar com um pau).

À bientôt et Bonne Voyage.

Com as etiquetas