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Se a nós nos gusta, a elas lhes encanta

Mesmo não sendo amor à primeira vista, Madrid é uma amante que nos persegue. Não gostamos assim tanto dela, mas voltamos lá sempre.

A Kikas e a Lídia andaram por lá durante um ano e fizeram-nos uma lista de lugares, cantos e recantos, curiosidades e pormenores de uma la movida vida de cidade.

Madrid por “barrios”

Malasaña, garrafas e hipsters

Há bares para todos os gostos. Do electrónico ao rockabilly, do funk, ao blues, dos oldies aos eighties. É para começar a noite na Plaza de San Ildefonso ou na Plaza San Miguel com o “una cerveza” dos muitos senhores e senhoras chinesas que vendem a lata de Mahou e a ser empurrado por um cordão de polícia para o bar mais próximo.

Até às quatro da manhã?

Tupperware (C/ Corredera Alta de San Pablo); Via Láctea (C/ Velarde);

El Fabuloso (perto do metro Callao); Sideral (Pl San Ildefonso).

E depois das quatro?

Nasti: bar de música electrónica do estilo trashy-underground. É especialmente difícil entrar ao fim-de-semana e vésperas de feriados. Uma fila pequena pode demorar até uma hora a mexer-se. Depende do humor do segurança. Mas quando se entra, costuma valer a pena.

Barquillo (parece que as meninas não tinham mais nada a acrescentar)

E durante o dia?

Vale a pena dar um saltinho às lojas vintage – Retrocity ou templo do Susu, ao lado da plaza San Ildefonso. A Calle Velarde também está cheia delas. O mercado Fuencarral (que, tal como o nome já diz, fica na Calle Fuencarral) também é óptimo para compras, especialmente para quem gosta de comprar roupa por estrear.

Acabado o momento consumista, há muitos cafés com ar catita e coisas doces. Lolina e Rincón são os preferidos para tomar una caña e comer alguma coisa; o Manuela, um café com pinta de anos 20 e com uma boa selecção de jogos de mesa, e o Pepe Botella (na 2 de Mayo) também são boas alternativas.

Para o jantar aconselham-se os diners recém-abertos com bons hamburgers e pastelarias que imitam o glam americano (as especialidades da casa são sempre os cupcakes e os hot dogs com cebolla cruyente). A alternativa mais barata é mesmo a pizzeria siciliana “La Vitta é Bella”. Vende-se pizza à fatia pronta a comer e sabe mesmo ao “real deal”.

Gran Via, Sol e outras coisas tipicamente turísticas

Um. Aqui pode-se fazer a coisa mais turística que há para fazer em Madrid: calcar o km 0 como toda a gente em Sol.

Dois. Passar pelo Palácio Real é obrigatório. Não, não vivem lá os reis de Espanha, mas os jardins valem a pena, especialmente à noite.

Três. Tomar um café na Plaza Mayor e tirar uma foto com o fat Spider Man (que é um português, por sinal)

Coisas semi-turísticas:

Passear no Parque del Retiro; ir ao Tiemplo del Debod (parece que o templo foi oferecido pelos egípcios, mas as pedras e as instruções para a construção foram perdidas pelo caminho e acabou por se construir aquilo); comer na Churreria San Guinés um churro  com chocolate (aberta 24 sobre 24).

O passeio das artes: do Banco de España a Atocha

Museu Reína Sofía (são cinco bons andares de arte contemporânea, tem entrada gratuita de segunda a sexta das 19h00 às 21h00, sábado das 14h30 às 21h00 e domingo das 10h00 às 14h30); Prado; Thyssen; Casa Encendida (é uma associação da Caja Madrid especializada em arte vanguardista e cultura urbana e tem um terraço com uma bela vista sobre a zona de Atocha); Matadero (auto-intitula-se-de-centro-de-criação-contemporânea, é um bocado fora de mão – Arganzuela – mas o espaço em si merece o esforço); Círculo de Bellas Artes (o centro cultural mais bonito de Madrid); Cine Doré; Caixa Forum (desenhada pela dupla Herzog&de Meuron, é um marco de arquitectura em Madrid, o edifício, o jardim vertical e as exposições são mais que recomendáveis).

Copos e música:

Basta chegar antes da uma da matina ou enviar uma lista com alguma antecedência e não terão que pagar na maioria das discotecas em Madrid.

Low Club (simply the best ,mesmo para quem não gosta de música electrónica. É necessário levar B.I. e muita paciência para os seguranças israelitas que controlam a entrada. Para ter a tal redução, façam uma lista aqui; 8 y medio (indie/rock/electro – gran via/metro callao);Independance (rock/blues/indie – C/ Santa Engracia, 17, Metro Iglesia) Super Sonic (Indie/Rock – C/ Aelabán 9, metro Sevilla/Sol).

Lavapiés, um barrio multicultural

Bom sítio para comprar fruta da boa (não é assim tão fácil em Madrid), comer tapas ou jantar indiano. O jantar é bom, barato e é muito.

La Latina, restaurantes, tapas e mojitos

E ainda há mais. O Rastro é uma das maiores feiras de rua da Europa, começa às 9h00 e acaba por volta das 14h00, vale a pena pelo festão, pelas antiguidades e pelas pechinchas; Delic ; Biblioteca “Escuela Pías”, construída sobre as ruínas das antigas Escuelas Pías de San Fernando (C/ del Sombrerete), a biblioteca é belíssima e tem um terraço no topo do edifício com um restaurante/lounge bar/café com óptimas empanadas argentinas – bela vista sobre a La Latina e Lavapiés.

Chueca, é só maricones

Caro, gay e com música reles (de Madonna e Lady GaGa para baixo). Mas na Chueca quando é para o pagode, é para o pagode. E, tal como o Marais em Paris, está cheio de glamour gay, de lojas de roupa e restaurants trés chic. Vale a pena Callear sem destino definido.

O melhor dos melhores na Chueca:

El Tigre (um dos sítios mais conhecidos e baratos para comer tapas -um bocado badalhoco mas, hey, é o espírito espanhol); El Mito (travecas e bom); El gris; Bardemcilla (o restaurante do Javiér Bardem); o recém-remodelado Mercado de Barceló (os petiscos custam os olhos da cara mas o espaço vale); Casa de Comidas (um restaurante tipicamente espanhol com bibelôs toureiros e cantantes de flamenco).

Há coisas que têm de se saber:

Um.

O melhor clube gay podre é o El Mito e o segundo melhor, apesar de não ser completamente gay, mas com uma comunidade na sua maioria homossexual, é o Elástico.

Dois.

As tapas mais baratas de Madrid são no El Tigre (Chueca).

Três.

As croquetas das ruelas de Gran Via e Sol (naquela parte em que há dois Corte Inglés) são muito boas. Procurar os barzinhos.

Quatro.

A melhor confeitaria de toda a Madrid é a Mallorquina, em frente ao metro Sol.

Cinco.

O supermercado mais barato é o Mercadona e é também o melhor (até do que o do Corte Inglés).

Seis.

Cuidado com as procissões de Páscoa. Não se consegue passar a rua durante duas horas na zona do Sol.

Sete.

O templo del debot é melhor que o Retiro (mas o retiro também é fixe).

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No dia da Imaculada Conceição até a Senhora perdia as botas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Andámos a vasculhar os nossos links e descobrimos que ainda há voos baratinhos para quem tem dias para meter, pontes para aproveitar e fins-de-semana para juntar no feriado de 8 de Dezembro.

De Lisboa, o melhor que se pôde arranjar foi mesmo Madrid. Fica aqui ao lado, mas não é todos os dias que se vai até lá. E por €63, vai-se numa avioneta AirEuropa (ou espécie de avioneta) que ainda dá mais pica.

Já para a malta do Porto a conversa é outra, podem optar. Por €55 vão até Madrid, ou por mais €10 podem ir até Barcelona. God bless Ryanair.

E como volta e meia vamos perder as botas por essas bandas, temos guias, dicas e recomendações que vamos deixar nos próximos dias.

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