A cidade dos decker buses

A Francisca, menina dos desenhos, quis ir aprender as cores e o estilo à cidade dos double decker buses. Durante quatro anos aprendeu muita coisa e hoje está de regresso a Lisboa, com a cabeça fresca e cheia de projectos. Nós pedimos-lhe um bem pequenino – traçar dois dias em Londres, com direito a desenho e tudo.

Sugestão de dia e meio (senão dois cheios) em Londres.

Comecemos então pela chegada. Depois do conforto de largar as malas no quarto, vão querer vestir umas botas janotas mas  confortáveis. Durante o dia aconselho a viajarem de autocarro. Londres é uma cidade de pequenas e maravilhosas surpresas, para todos os gostos mas mais ainda se tivermos os olhos postos na rua durante as viagens curtas. Isto porque uma das coisas mais satisfatórias, a meu ver, é descobrir o quão perto as coisas são umas das outras. Mundos distintos colados uns aos outros, com várias passagens secretas. E durante a noite? Fácil, é o mesmo! É só procurar o símbolo “24h” (ou o da meia lua) para identificar se o autocarro nº X tem serviço nocturno.

Chega de introduções, o melhor é dar a corda às botas. Chegaste de manhã? Põe-te logo no centro centro – Oxford Street – e lá encontras o Breakfast Club, numa das perpendiculares mais calmas. Nas redondezas vais encontrar o Photographers Gallery que tem uma loja apetitosa de fotografia. Perde-te ou passa pelas montras do Selfridges e faz parte do grande movimento da cidade em primeira mão. Queres sentir mais movimento ainda, e na verdade até gostavas de espreitar o frenético metro de Londres? Então faz uma viagem de metro até Covent Garden (que abriu ao publico pela primeira vez um 1907). Mas atenção, à chegada, é favor não utliizares escadas, mas sim o elevador, se não queres que o itinerário do primeiro dia acabe aqui.

Em Covent Garden visita o mercado, vê actuações de rua e visita, Lush, uma loja de sabonetes que dão vontade de comer.

Se tiveres com larica e fores fã de legumes visita uma casa de comida vegetariana, pertinho de Covent Garden, a Seven Dials. Por fim, e pela zona, procura a Neal’s Yard, uma pequena passagem bem escondidinha, que se pode descrever em três palavras: cores, cores e cores.

Ao final da tarde sugiro um passeio mais tranquilo. Agarra no teu mapa e desce umas poucas ruas até à ponte –  Waterloo Bridge e passa para o outro lado – Queen’s Walk. A esta altura o sol já se põe, e é aqui, nesta mesma ponte que me vais dar razão por te ter ‘escrito’ para largares o metro de vez em quando. Passada a ponte, tens várias hipóteses à tua esquerda: Feira nessa rua (caso tenhas sorte)  e músicos (caso lá estejam) são sempre recomendados. Um café num banco ou uma pint num pub em frente ao rio, sobre as árvores iluminadas também é bastante recomendável.

Se ainda estás cheio de pedalada visita a Hayward Gallery e o BFI. Um dos segredos deste centro com cinema e galeria é que há uma pequena sala onde podes ver documentários grátis, quantos quiseres, o tempo que quiseres! Para jantar recomendo um restaurante oriental chamado ‘Ping Pong’ onde se come dim sum, uma boa recompensa num dia frio. Já que o metro mais perto para a volta é Waterloo, segue viagem até lá. Passa a estação por fora e dirige-te a um destino final, ‘Cubana Bar’, grátis antes das 11h. Servem Sagres, mas como disso há muito em Portugal, aposta num Mojito, para melhor apreciares a música ao vivo e toda a decoração em amarelos. Se foste ver o último filme da Anne Hathaway, ‘One Day’, lembrar-te-às deste bar. Era lá que ela trabalhava antes de se fazer ao mundo. Agora pega nas botas e faz-te a Londres!

Para sugestão de segundo dia, põe todos os teus sentidos à prova nos mercados!

Deixo-vos aqui três hipóteses para uma boa fatia (senão inteira) do dia.

Fatias e mercados = Borough Market.

Borough Market é delicioso, literalmente.

Apetece levar tudo para casa ou mesmo no bolso, passar a viver em Londres só para fazer as compras de supermercado lá.

Às Quintas, Sextas e Sábados – aconselho a começarem o dia lá.

Brixton Market

Brixton Market leva-te a outra realidade, um mercado das Caraíbas no meio de Londres com mais de 300 stalls, vende peixe, vegetais e flores todos os dias da semanas. Se visitares tens de fazer duas coisas:

1. Comer uma pizza no Franco Manco’s – deliciosas!

2. Pergunta aos comerciantes para te mostrarem a sua própria moeda, sim, os comerciantes de Brixton criaram um sistema monetário próprio. E bem actual!

Brick Lane

Brick Lane funciona por norma, aos Domingos.

Concentrado principalmente numa rua e nos arredores dela, é o mercado mais ‘in’ de Londres, mas é realmente daquelas coisas ‘in’ que vale a pena visitar. O mercado, entre as lojas envolventes, e rodeado de restaurantes  divide-se em dois principais: Oldspitafields Market e o Sunday Market.

Se ficares até a noite, recomeça a exploração e perde-te novamente nas ruas, saltando de bar em bar, de pint na mão.

A noite aqui é sempre imprevisível mas geralmente começa no bar 1001, perto da famosa editora/loja  Rough Trade (a visitar!) isto tudo na Curtain Road.

A noite prolonga-se lá para cima para Shoreditch onde tens várias hipóteses, entre Jaguar Shoes, Kick Bar ou Cargo.

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