McLeod Ganj, no alto da montanha la la la

Depois de duas semanas carregadas de Índia, refugiámo-nos num Tibete refugiado na Índia.

Sabemo-nos pequenos quando chegamos aos Himalaias. Pequenos pedaços de matéria e de tempo no assombro de uma eternidade que cá fica, entre a neblina ou em desmedidas aparições de céu azul.

Nos Himalaias não há montes, só há montanhas. Montanhas que não se agarram num olhar só, é preciso olhar muitas vezes, para os muitos lados das tantas montanhas.

Lá a espiritualidade veste túnicas costuradas à mão e rapa a cabeça, a fome come com pauzinhos e do chão árido rompem as montanhas.

É um retiro para o mundo, um escape para fugitivos que procuram encontrar-se. Uma outra realidade, mais alta, para quem lá chega. Um jardim de yoga, uma redoma de reiki, uma marquesa tailandesa, balinesa, sueca, chinesa e indiana, uma cozinha de aulas, um templo de filosofia.

No alto da montanha, o ar respira-se melhor e a brisa deixa-nos os pés frios e pede lenços ao pescoço. As buzinadelas só apitam de vez em quando e a mancha cerrada de indianos dissipa-se noutra gente de olhos em bico.

Nós vestimos a camisola, comemos-lhe o pão,  aprendemos-lhe os momos e a generosidade, abrimo-nos aos canais de energia e à luz de um breve aceno do Dalai Lama e deixámo-nos planar.

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