Uma nova Delhi

Foi como se tivéssemos ido a uma nova Delhi. Depois de suarmos em bica em Jaisalmer, de sermos repenicadas pela mosquitada de Jodhpur, depois do melhor pequeno-almoço continental em Jaipur, depois de ficarmos sem um tostão em Udaipur, depois da foto no Taj Mahal e da revelação de Varanasi (ufa), chegámos outra vez a Delhi, outra vez de passagem. 

Ao final da tarde havia o autocarro para a montanha, por isso, tínhamos que nos entreter. A ideia era ir até à Flor de Lotus, na verdade queríamos fugir para a Flor de Lotus, tão traumatizadas que estávamos com Delhi. Mas a Índia não é flor que se cheire, a Índia é muita gente mal cheirosa que te puxa para dentro. E como nós já não cheirávamos muito bem, entrámos. Entrámos no Chandni Chow, segundo o The Guardian, um dos melhores sítios para se ir às compras. Num era. Temos de dizer aos senhores do The Guardian para irem à feira de Barcelos. Os saris nunca foram tão feios, a caxemira nunca foi tão falsa, a seda tão plástica, os sapatos tão pirosos e até os cabos de ipod eram ipode. Parecia que estávamos numa loja do chinês muito grande, muito suja e prestes a entrar em curto circuito. Valeram-nos os óculos do Gandhi e uns posters de bollywood que desencantámos num quarto andar mofento e enferrujado.

No fundo, adorámos.

Mas outra viagem estava prestes a começar. Apanhámos o rickshaw e fizemo-nos à estrada.

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